segunda-feira, 20 de março de 2017

Projeto de Recreio Dirigido


O recreio pode ser também um local de atividades pedagógicas e lúdicas. Veja como acontece em duas escolas e um projeto de recreio dirigido para implantar em sua escola.
Nos poucos minutos de pausa entre as aulas, os professores têm a oportunidade de tomar um café e os alunos de se alimentar e deixar transbordar toda a energia acumulada durante as horas sentados em sala. É para isso que serve o recreio, certo? Não só. O intervalo na rotina também é uma ocasião pedagógica. “A escola é um ambiente educacional e todos os momentos devem ser aproveitados como situações de ensino”, diz Gisele Franco de Lima Santos, professora do Departamento de Estudos do Movimento Humano da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e autora de Jogos Tradicionais e Educação Física (208 págs., Ed. Eduel, tel. 43/3371-4000, 40 reais).
Longe de ser improdutivo, portanto, o período diário em que as crianças e os adolescentes interagem com os colegas de turmas e anos diversos e estão livres para escolher o que fazer é uma ótima oportunidade para trabalhar com eles valores como respeito aos diferentes quereres e senso de cuidado com o material e o espaço de uso comum, além de promover a autonomia.
A reclamação de muitas escolas, porém, é que, justamente por estarem livres e sem a supervisão de um profissional, os alunos entram em conflito e se machucam em correrias no pátio. Era o que ocorria há alguns anos na EMEB Basiliano do Carmo de Jesus, em Sinop, a 477 quilômetros de Cuiabá. A solução encontrada para resolver o problema não foi simplesmente diminuir o tempo da pausa ou aumentar a fiscalização. “Com a equipe gestora, tivemos a ideia de fazer um intervalo dirigido, com a oferta de jogos e brincadeiras para as crianças”, conta Élia Amaral do Carmo Santos, professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Entre as opções disponíveis, estão modalidades de tabuleiro, de futebol de botão, amarelinha, corda e cantigas de roda.
Quando bate o sinal, os estudantes têm alguns minutos reservados para a alimentação e, depois, ganham autonomia para escolher de qual atividade querem participar no pátio ou na quadra, onde funcionários e bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), supervisionados por Élia, os aguardam.
Como a escola recebe alunos do 1º ao 7º ano, a equipe se preocupa em preparar propostas que agradem a todos os gostos. “Os maiores e os menores não têm os mesmos interesses. Os jogos de mesa, como xadrez e dama, são queridos pelos mais velhos, enquanto os novos preferem bola, corda e cantigas”, conta Élia.
Considerar as preferências é algo que pode ser feito em todas as etapas, da Educação Infantil ao Ensino Médio. “O cuidado é planejar algo prazeroso e que atenda as expectativas de determinada faixa etária”, diz Gisele. Ela acredita que até alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) podem participar de intervalos dirigidos, desde que os interesses deles sejam levados em conta.
O resultado da implantação do projeto na escola mato-grossense foi avaliado como satisfatório. Se por um lado a agitação e os conflitos diminuíram, por outro aumentou a socialização e o respeito entre os alunos. Também houve ganho na organização dos materiais, com os estudantes participando mais ativamente, e na ampliação do repertório de jogos e brincadeiras (…) Siga o link do projeto completo abaixo:
PROJETO DE RECREIO DIRIGIDO- Por Profª Vânia
Fonte: http://atividadesparaprofessores.com.br/

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