domingo, 19 de março de 2017

Como classificar a dislexia? Veja 10 dicas para o ensino de alunos disléxicos

 
A classificação da dislexia foi sofrendo algumas modificações ao longo do tempo e conforme as pesquisas realizadas.
O autor Miklebust classificou a dislexia em três tipos:: Dislexia Visual, Dislexia Auditiva e Dislexia Mista.
Em 1966, Bannatyne descreveu dois tipos de dislexia: Dislexia Genética (dificuldades na discriminação auditiva, na sequenciação auditiva e na associação do fonema-grafema e Dislexia por Disfunção Neurológica Mínima (dificuldades viso-espaciais, cinestésico-motoras, táteis e de conceitos).
Em 1970, Ingram, após realizar uma pesquisa com crianças com dificuldades de aprendizagem, concluiu que existiam dois grupos: Específicos (as dificuldades apresentadas limitavam-se à leitura e à escrita) e Gerais (apresentavam outras dificuldades como matemática).
Em 1971, Elena Boorder e Miklebust, classificaram vários grupos:
  • Dislexia Disfonética – que consiste na dificuldade auditiva, na dificuldade de análise e síntese, na dificuldade de discriminação e nas dificuldades temporais.
  • Dislexia Diseidética – que consiste nas dificuldades visuais e espaciais  como percepção das direções, localizações, relações e distâncias.
  • Dislexia Visual – deficiência na percepção visual, ou seja o disléxico não visualiza cognitivamente o fonema.
  • Dislexia Auditiva – deficiência na percepção auditiva, ou seja o disléxico escuta cognitivamente o fonema.
O aluno com dislexia aprende, apenas precisa de diferentes abordagens para o fazer. Por isso deixamos 10 dicas que ajudam na tarefa de ensinar disléxicos a aprender de forma mais produtiva e eficaz.
Confira estas dicas e aplique-as na sala de aula ou em casa:
  • Aborde de forma consistente possíveis falhas na aprendizagem;
  • Programe tempo suficiente para treinar competências fonológicas;
  • Pratique competências a nível de memorização;
  • Utilize abordagens multisensoriais, que impliquem a utilização de diversos sentidos;
  • Pratique a soletração utilizando o método Olhar, dizer, copiar, tapar, escrever e verificar.
  • Ter sempre em mente que alunos com dislexia cansam-se rapidamente;
  • Evite a sobrecarga com trabalhos de casa;
  • Permita métodos alternativos de apresentação dos trabalhos;
  • Promova uma auto-estima equilibrada através das áreas fortes e do elogio das mesmas;
  • Crie um horário visual realista com símbolos e palavras que ajudam o aluno disléxico a ter confiança no seu dia a dia.
Acima de tudo respeite o ritmo pessoal do aluno com dislexia, promova tempos de descanso e de lazer e atividades extra escolares.
Fonte: Educamais

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